Clique na imagem para ampliar (CEDADE)
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Registo de dadores de Medula Óssea - Uma história de Sucesso na Europa e no Mundo
A primeira transplantação de medula óssea foi efectuada com sucesso em 1956, remontando a 1973 a primeira transplantação com dador não aparentado. Este facto marcou o começo de uma nova era no tratamento de doentes com diferentes patologias que podem ir desde defeitos genéticos até às doenças oncológicas. Com este tratamento aumentou a esperança de vida de muitos doentes com leucemia, algumas anemias e outras doenças hereditárias potencialmente fatais.
Para que se possa fazer uma transplantação de medula óssea é contudo necessário que haja identidade a nível genético entre o dador e o receptor. Ou seja, é necessários que sejam iguais num sistema de antigénios tecidulares designados por HLA (do inglês Human Leucocyte Antigens ou antigénios leucocitários humanos, como se diria em português).
Acontece contudo que existem 6 antigénios diferentes, cada um com dezenas de variantes, e que se combinam entre si de diferentes maneiras, pelo que a probabilidade de haver um dador igual fora dos familiares é muito difícil.
Actualmente a transplantação de medula óssea é uma prática corrente mas só cerca de 25% dos doentes têm um dador familiar compatível. Restam assim os outros 75% que têm de recorrer a dadores não aparentados.
Apesar destes seis marcadores parecerem um número pessoal de lotaria, com os esforços conjuntos levados a cabo pelos responsáveis de vários países aumentou-se a possibilidade efectiva de se encontrarem dadores compatíveis com os doentes. Para isso contribuiu a criação em cada País Registos de Dadores Voluntários de Medula Óssea.
A transplantação de medula óssea com dadores não aparentados aumentou nos doentes a taxa de sobrevivência de 30% para 80%.
Para muitos doentes a transplantação de medula óssea é efectivamente a única possibilidade de cura e de vida e depende da disponibilidade de todos os que se inscrevem nos registos nacionais e internacionais.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Por favor, ajudem. Não tomem este blogue como 'outro' qualquer. é sobre pessoas com leucemia que precisam de ajuda concreta.
Muito me admirou não ter tido resposta a alguns convites que fiz mas lá está ... nem todos temos tempo para ajudar algumas pessoas. Estou irritada e tenho esse direito. Vou continuar a convidar amigos :))) Não desisto!
Muito me admira não saber quem, objectivamente, vai doar medula. Adorava poder publicar neste blogue o nome e palavras das pessoas que querem efectivamente ajudar. Incluo quem não pode doar medula mas que muito gostaria ... como eu. Não tenho mais de 45 anos. Apenas tive cancro.
Reflictam se quiserem, não leiam, zanguem-se ... não me importa mais nada do que sensibilizar pessoas para a questão SIMPLES que é doar medula e salvar a vida de pessoas!!!
Zé, ajudaste-me imenso e adoro-te. Desculpa-me pelas palavras duras mas ... já percebi que nem aqui podemos estar com a candura que desejamos e na qual nos relacionamos. É e será uma luta até teres o teu transplante.
Abram os olhos!!!! Mexam-se!!!!
terça-feira, dezembro 01, 2009
Lance Armstrong - um exemplo de VIDA
Imagem em http://thenastyboys.files.wordpress.com/2008/09/lance_armstrong1.jpg
Lance's story
At age 25, Lance Armstrong was one of the world's best cyclists. He proved it by winning the World Championships, the Tour Du Pont and multiple Tour de France stages. Lance Armstrong seemed invincible and his future was bright.Fonte: http://www.livestrong.org/site/c.khLXK1PxHmF/b.2660611/k.BCED/Home.htm
Then they told him he had cancer.
Next to the challenge he now faced, bike racing seemed insignificant. The diagnosis was testicular cancer, the most common cancer in men aged 15-35. If detected early, its cure rate is a promising 90 percent. Like most young, healthy men, Lance ignored the warning signs, and he never imagined the seriousness of his condition. Going untreated, the cancer had spread to Lance's abdomen, lungs and brain. His chances dimmed.
Then a combination of physical conditioning, a strong support system and competitive spirit took over. He declared himself not a cancer victim but a cancer survivor. He took an active role in educating himself about his disease and the treatment. Armed with knowledge and confidence in medicine, he underwent aggressive treatment and beat the disease.
During his treatment, before his recovery, before he even knew his own fate, he created the Lance Armstrong Foundation. This marked the beginning of Lance's life as an advocate for people living with cancer and a world representative for the cancer community.
Lance Armstrong's victories in the 1999-2005 Tours de France are awe-inspiring, but the battle against cancer has just begun-not just for him, but for all cancer survivors and people just like him who think cancer could not affect them. He plans to lead this fight, and he hopes that you join him. This is a life he owes to cancer. This is his choice to live strong.
Estou aqui
Imagem que retirei daquiComo uma flor que desabrocha
A minha alma abre-se
Pronta para a vida.
Alma minha!
Faço-te festas numa carícia profunda,
A ti, que quase disseste num vão de sombra
"Aqui jaz aquela que podia ter sido."
Tu, aquela que eu sou.
Existes
E isso me basta
Para um sorriso eterno.
Obrigada aos meus amigos, a alguns dos quais apenas lhes imagino o rosto!
Há limites para tudo e agora queremos a cura!
A história de uma professora que luta contra um linfoma, mas que encontra a maior fonte de força quando está com os alunos
"Maria, vamos chamar-lhe assim, manteve a doença em segredo durante seis anos. O linfoma não lhe atrapalhava o trabalho, antes pelo contrário, dava-lhe força para ajudar cada vez mais os seus alunos a superar-se. Conseguiu, e não precisou da ajuda de ninguém, até porque o reconhecimento pelo bom trabalho nunca apareceu, mesmo quando ainda a consideravam «normal».
Professora de português no 12º ano, viu alunos seus entre os melhores do país, com notas que quase rebentaram a escala. Na sala de aula não havia diferenças, apenas prazer. Nunca pensou em desistir, apesar de ter direito a baixa médica. «Como poderia deixar de dar aulas se é isso que me dá ainda mais força?». Força, nada poderia caracterizar melhor esta mulher: «Sinto-me bem dentro da sala de aula. Estou bem é com os alunos».
Maria sabe o que é trabalhar com jovens. Tem cinco turmas, cerca de cem alunos. Há pouco tempo, resolveu tornar pública a sua história, ainda que ao PortugalDiário tenha pedido para manter a identidade sob reserva. Quem a conhece saberá quem é, não é necessário revelar muito mais do que isso. Os factos, por si só, já são relevantes.
Na escola, poucos conheciam a sua doença. Preservou o segredo e recorreu à imaginação para esconder os efeitos da quimioterapia. Durante nove meses usou peruca e lenços, faltando apenas nos dias em que tinha de fazer tratamentos. Não quis que tivessem pena dela, nem que lhe dessem «pouco tempo de vida». Preferiu continuar a lutar.
Apenas lhe interessavam os alunos, «vinte e tal juízes por sala, os mais rigorosos de todos», que serviam de «equilíbrio». Lá dentro, o cancro «desaparecia». «Todos os seus alunos de 12º ano obtiveram classificação positiva no exame. A mais alta foi 19,6. Ainda hoje guarda o jornal onde tal está referido, foram quatro ou cinco alunos, a nível nacional, que se aproximaram do 20. A média, essa foi superior à nacional», referiu, no seu testemunho pessoal.
«Estou-me borrifando»
«A vida ensinou-me a mudar a perspectiva das coisas. Passei a viver a curto prazo, dia-a-dia». Diz que se chegar à reforma já será uma «benesse», o que não a impede de se indignar com a inveja e falta de reconhecimento alheios.
Com a progressão na carreira, chegou a professora titular. «Tive a sorte de ocupar cargos que me deram pontos e, curiosamente, entre esses pontos estão o reduzido número de faltas que dei. Foram muito poucos e só quando estritamente necessário. Este novo processo não avalia o trabalho feito nas salas de aula, por isso estou-me borrifando para as grelhas. Os alunos, as aulas, essas são as minhas prioridades», contou, revelando ter recusado sempre cargos de coordenação, por não se sentir capaz de avaliar colegas. «Estou na escola para avaliar alunos».
Frontalmente contra o actual regime de avaliação dos professores, «porque coloca colegas contra colegas», Maria ergue mais uma bandeira na sua vida: «Hei-de lutar até ao fim contra este estado de coisas, sempre e enquanto puder!»"
Etiquetas:
Cancro,
Linfoma,
Maria José,
Professora
Subscrever:
Mensagens (Atom)
